






Eliminados os times de pouca expressão, o tricolor tinha pela frente o Avaí pelas oitavas. O primeiro teste do ano começou no Olímpico (3x1 a favor) e acabou na Ressacada (3x2 contra). Classificado às quartas, o time copero de costume parecia voltar a dar as caras.
A confirmação veio no Maracanã, contra o Fluminense, com um jogador a menos, 3x2 no placar. O adversário em crise, quem diria Campeão Brasileiro meses depois, não foi páreo no segundo jogo e o Grêmio facilmente venceu por 2x0. Estávamos nas semifinais, diante do time mais badalado do país.

Eis que renasce, após o intervalo, a nossa, só nossa, velha IMORTALIDADE. Capaz de feitos épicos, sempre os maiores, por vezes inacreditáveis. Quatro buchas: aos 12, 18, 22 e 31 minutos. Foram três de Borges e um de Jonas. Em menos de 19 minutos o tricolor virou, ampliou e goleava por 4x2. Para ficar na lembrança para todo o sempre estes minutos de glória tricolor. Mas restavam alguns minutos até o apito final. Descuido da defesa e o adversário diminuiu para 4x3. Um gol que custou caro uma semana depois.


Antes mesmo da eliminação no objetivo do ano, um empate e uma derrota (no Olímpico) nas duas primeiras rodadas do Brasileirão. Nas cinco rodadas seguintes, um já desacreditado tricolor conquistou duas vitórias, saiu derrotado em duas oportunidades e ficou no empate em outra. Após a derrota para o São Paulo (foto), pelo placar de 3x1, na última rodada do Brasileirão pré-Copa, a parada vinha em boa hora. Restava ao Grêmio aproveitá-la. Sabemos que não aproveitou.

No seu anterior local de trabalho, a Ressacada do Avaí, o treinador ouviu as primeiras contundentes críticas ao seu trabalho. O torcedor já andava desconfiado e a campanha desastrosa na Copa da Hora só trouxe mais razão para a falta de confiança no trabalho do "pastor". Uma vitória e duas derrotas, que deixaram o tricolor na lanterna do torneio promovido pelo Grupo RBS. O Vasco foi o campeão, justo quem vencemos por 3x0 (foto). Avaí e Coritiba, que nos derrotaram pelos placares de 3x2 e 2x0, respectivamente, acabaram na 2ª e 3ª colocações. Uma vergonha de campanha, por mais que fossem amistosos.
Para encerrar o período de recesso do campeonato nacional, um amistoso entre Grêmio e Juventude - jogo que marcou a despedida do volante Lauro. No Alfredo Jaconi, empate em 2x2 com péssima atuação da equipe gremista.
* Ressalte-se aqui a injustiça do técnico Dunga ao não levar o melhor goleiro do país, a "muralha" Victor.




O Grêmio estava eliminado da Copa Sul-Americana, competição tida como meta do ano devido à má campanha no nacional e que daria, caso vencida, uma vaga à Copa Libertadores 2011. O tricolor acabou escrevendo seu futuro certo por linhas tortas. A competição internacional e o Goiás ainda estariam no nosso caminho, dentro em breve.


Na 21ª rodada, contra o vice-líder Corinthians, um jogo dramático elevou o moral da equipe. No Pacaembu lotado, com talento, garra e, novamente, IMORTALIDADE, o Grêmio superou a equipe paulista por 1x0, com jogador expulso no início da etapa final e pênalti defendido pela "muralha" Victor logo em seguida. Depois da partida, Portaluppi falou que era "uma vitória de quem quer chegar na Libertadores". Afobação justificada pelo modo que foi conquistada a vitória, mas que sofreu um revés na rodada seguinte.
15 de setembro. Aniversário de 107 anos do Grêmio. Bom momento do clube (em ascensão), 12ª posição, estádio lotado. A festa teria como convidado o eterno Felipão, comandando o Palmeiras (foto), uma posição atrás do tricolor. Mas o velho Big Phil estragou a festa gremista. O time paulista venceu por 2x1 e colocou a equipe de Portaluppi com os pés no chão. Um resultado ruim, mas com uma boa lição.










Com Silas: 2 vitórias, 6 empates e 5 derrotas (30,7% de aproveitamento). A melhor colocação foi a 10ª colocação na 6ª rodada.
Com Portaluppi: 15 vitórias, 6 empates e 4 derrotas (68% de aproveitamento). A melhor colocação foi a 4ª colocação conquistada na 36ª e mantida até a 38ª rodada.
No 1° turno: 16ª colocação com 20 pontos (4 vitórias, 8 empates e 7 derrotas) e 35% de aproveitamento.
No 2° turno: 1ª colocação com 43 pontos (13 vitórias, 4 empates e 2 derrotas) e 75% de aproveitamento. Com esta campanha, o Grêmio conquistou o Troféu João Saldanha por ter sido o Campeão do 2° Turno do Brasileirão 2010. A homenagem é simbólica e oferecida pelo jornal Lance!, e foi entregue ao presidente Duda Kroeff antes da última rodada do campeonato nacional. Em 2008, o tricolor recebeu o Troféu Osmar Santos por ter sido o Campeão do 1° Turno.

Apesar de o resultado ser desanimador e ser grande a descrença na reversão de expectativa para o jogo da volta na Argentina, sobrava ao gremista torcer pelo fraco, porém copero, Independiente. Em Avellaneda, no caldeirão Libertadores de América, o Goiás teria seu batismo de fogo. Ou se tornava grande ou seguiria seu curso como clube pequeno. Em 34 minutos de etapa inicial, o impossível estava feito: 3x1 para os diablos rojos. O difícil foi aguentar o sofrimento dos dois terços finais de jogo. O time goiano jogava melhor, o argentino se arrastava em campo. Ainda vieram 30 angustiantes minutos de prorrogação. O destino seria traçado nos pênaltis. E a jovem Sul-Americana deu ouvidos à senhora Libertadores. Queria ela dois de seus velhos conhecidos: Independiente e Grêmio.
- ...PRETO E BRANCO. O mês de dezembro foi azul, preto e branco. O Grêmio chegou ao G-4 nas últimas rodadas do Brasileirão e ali permaneceu até o fim. Dias depois, o Independiente, tradicional rojo (vermelho), se vestiu de azul e conquistou a Copa Sul-Americana (foto acima depois do vídeo), levando o tricolor à Copa Libertadores em 2011. Para fechar, em 14 de dezembro, um fiasco "Internacional" aconteceu em Abu(não)Dhabi. O Todo Poderoso Mazembe, da República Democrática do Congo (África), derrotou sem piedade por 2x0 quem ousava comemorar antes da hora. A taça de Campeão do Mundo ficou com a Internazionale de Milão e seu uniforme azul, preto e branco.



> O QUE MAIS ACONTECEU EM 2010?





No Brasileirão, marcou cinco gols na Era Silas (até a 13ª rodada) e 18 gols na Era Portaluppi. No 2° turno da competição, estufou as redes em 15 oportunidades. Acabou artilheiro com 23 gols (em 33 partidas disputadas), seis a mais que o vice-artilheiro Neymar, do Santos. No total em 2010, Jonas vestiu a camisa tricolor 65 vezes e marcou 42 gols. Ganhou prêmios de artilheiro do Brasileirão (CBF e Placar/ESPN) e de melhor atacante da competição (CBF e Placar/ESPN).
O artilheiro chegou este ano ao 75° gol com a camisa do Grêmio, superando Loivo e Renato Portaluppi (ambos com 74 gols) na lista dos maiores artilheiros da história do clube e sendo o 5ª da lista atrás de Alcindo (264 gols), Tarciso (222), Baltazar (130) e Osvaldo (106). O ano, sem sombra de dúvidas, foi dele.

Provavelmente devido aos maus resultados do ano, a coordenação das categorias de base desistiu das Copa FGF Sub-19 e Copa Sub-23. Títulos somente nas categorias inferiores. O juvenil conquistou a Copa FGF Sub-17, o infantil foi campeão pela terceira vez do Efipan e o pré-infantil conquistou o bicampeonato da Copa Votorantim. Agora para 2011 é esperar que Odone, sempre cuidadoso com as jovens promessas, reestruture novamente as divisões de base.

- 2011 PROMETE! Este ano que se vai ficará marcado na lembrança do gremista. A figura mítica de Portaluppi retornou e colocou ordem na casa. No próximo ano tem mais. Vivemos de loucura, e nossa maior obsessão estará ao nosso alcance. La Copa se mira, Grêmio! Aguante!
Blog Imortal Sonho
ACREDITANDO QUE EM 2011, DEUS NOS RESERVOU ALGO MUITO MELHOR!
Fotos: CBF, ClicRBS, Diario Olé (Argentina), Ducker.com.br, GREMIO.net e UOL Esporte
Vídeo: You Tube/Ducker.com.br